Terça-feira, Novembro 17, 2009

Carta de despedida

Hoje é um dia que nunca deveria ter chegado. O dia do fim.
Já não faço sentido. Não tenho razão de existir. Morri.
Ao longo de muito tempo, com o meu jeitinho de “Big Brother”, mostrei uma família feliz. “uma família feliz????”, perguntam vocês. “Eras sempre o mesmo. Fotos de um “gajo” a correr ou, de vez em quando, a fazer de conta que sabe marchar”, dirão. Ou, “quem se interessava pela vidinha monótona de um tipo cabeçudo, sem importância”, talvez.
Mas, essa vidinha, aparentemente fútil, não era o que parecia. Era uma vida cheia de amor para dar e de vontade de fazer as coisas bem feitas. E, algumas, fazia. Mas, não chegou. Se não chegou, corte-se o mal pela raiz. De que vale Ter-se esse tipo de sentimentos, se não os souberes demonstrar? Eu até nem tinha amigos, apenas um “seguidor”. Isso, não são números que se apresentem. Estou condenado.
Mas, confesso que vou Ter saudades dela, da Sandra. Não aparecia muitas vezes por aqui, mas, estava sempre no meu coração, assim, como no coração do meu dono. Com a sua letrinha cor de rosa, dava um colorido especial à minha vida e, apesar dos comentários que as suas mensagens não recebiam, ela era o pilar da minha existência. Cada mensagem que aqui postava, revigorava-me e fazia-me feliz. Oh, como eu era feliz com ela. Espero que ela também tenha sido feliz comigo, que tenha gostado, pelo menos, um pouquinho de mim. Espero que sim, mas, morrer sem essa certeza, é muito doloroso.
E o que dizer da pequena Kelly? Com o seu sorriso lindo e olhar expressivo, era a cereja no topo do bolo. O meu bolo.
E a Diana? Como é que lhe vão explicar que o “Tio Zé” morreu? O “Tio Zé” serão apenas recordações, excelentes recordações, traduzidas num link inactivo entre os blogues favoritos da Maria Pimpolha. Sorte tem a Ana, a mana do meu dono. Como não gosta de tirar fotografias, nunca mais vai aqui aparecer. Lol.
Olha, consegui sorrir. Que bom. De tanto chorar, já estava com medo de estragar o teclado ao “gajo da vidinha fútil” lá de cima. Lol. Olha, sorri de novo.
Mas, confesso que vou ter saudades de muitas pessoas. Com esta estranha forma de vida que tinha, quase sempre me esqueci de lhes dizer que gostava delas, que eram meus amigos, minhas amigas. Uns, ainda por cá apareceram algumas vezes, como o Jorge, o Carlos, o Gaspar, a Júlia ou a avó (que saudades), mas, outro/as, como o Rogério, a Belinha, a Fernanda, tantos, tantas, nem por isso. Como fui estúpido, ao não mostrar os meus sentimentos, ao não lhes dizer como eram importantes para mim, como gostava dele/as. Deveriam ter aparecido aqui muitas vezes, vezes sem fim. Ai, quem me dera ter uma nova oportunidade para mudar tudo isto, de ser um novo homem.
Esperem, eu não sou um homem. Sou um blogue. Mas, começar a ser um novo homem deve ser giro e bom, muito bom. Pelo menos, era o que o Zé me dizia, quando estava sozinho comigo. Ele tornou-se um novo homem. Mudou. Queria mudar ainda mais, mas, não teve tempo.
Ele começou a mudar quando reencontrou a Sandra. Já lhes contei a história deles? Vou tentar ser rápido. Eles conheceram-se no milénio passado, numa altura em que não havia internet e blogues muito menos. Ela foi a primeira namorada dele (ih, ih, contei). E ele sempre teve um fraquinho por ela. Ela namorou com ele, num acto de rebeldia, porque queria ver como era namorar com uma pessoa fora dos parâmteros normais. Em termos práticos, isto significava que ele parecia não ter muitos amigos. Tinha, apenas e aparentemente, uma vidinha virada para ele mesmo. Mas, ela conseguiu entrar e ... nunca mais saiu.
Vinte anos depois, casaram e são uma família feliz. São ou eram. Nunca saberei o final da história deles, porque vou acabar daqui a pouco. Talvez um dia, quando a Kelly já perceber de computadores, me queira reactivar. Quem me dera que sim. Gostava de continuar a partilhar a minha vida com uma família feliz. Uma família que dizem ter sido unida por Deus, um ser que tudo sabe e que tem poder sobre tudo. Eu não entendo muito dessas coisas, mas, parece-me que ele é muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito mais poderoso que o Bill Gates. Dizem que aquilo que ele faz, o Homem não pode desfazer. No caso do Bill, há sempre aquela história dos bugs, dos upgrades, etc. E qualquer um sabe como destruir um sistema operativo. Lol
Bom, já está muito tarde e preciso de morrer.
Hoje é um dia que nunca deveria ter chegado. O dia do fim.
Já não faço sentido. Não tenho razão de existir. Morri.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Popota a bombar

Este ano, ao som dos Buraka Som Sistema, a Popota mostra um outro lado, até aqui, desconhecido.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Kelly e Diana divertem-se

"Organizei" um combate de wrestling no quarto da Kelly. Vejam só o resultado. lol

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Kelly - Novas fotos